
ABC do Inconsciente – O desejo em Lacan
Entre os lacanianos, não há uma compreensão unívoca sobre o conceito de desejo. Seguiremos aqui com a interpretação que encontramos em Alfredo Eidelsztein e Vladimir Safatle.

Entre os lacanianos, não há uma compreensão unívoca sobre o conceito de desejo. Seguiremos aqui com a interpretação que encontramos em Alfredo Eidelsztein e Vladimir Safatle.

A saúde mental de qualquer pessoa sempre deve ser avaliada amplamente, considerando múltiplas questões: uma delas é a questão ecológica. Devemos nos perguntar: de que maneira as relações ecológicas estão presentes no meio em que vive um indivíduo e como ele é afetado por ela objetivamente e subjetivamente?

Para a psicanálise, o olhar não se limita à visão oftalmológica de algo ou alguém, mas está para além da visão. Segundo Freud (1910) é através do olhar que percebemos não só as alterações no mundo externo, importantes para a preservação da vida, como também características dos objetos que escolhemos como objetos de amor – seus encantos.

A identificação, segundo Freud, é “a mais antiga manifestação de uma ligação afetiva a uma outra pessoa”. Nosso Eu tem origem sempre num laço identificatório inconsciente com o Outro, a partir do qual serei capaz de me identificar e constituir um Eu, através desse Outro que está em relação comigo. É a partir dessa identificação primária que nossos primeiros investimentos no mundo serão feitos e nossa “noção” de Eu começa a se esboçar.

O psicólogo é o profissional de saúde mental que pode trabalhar em diversos segmentos, como: na saúde pública (SUS), em hospitais gerais e psiquiátricos, na psicologia do trabalho, do esporte, do trânsito.

A puberdade é compreendida por Freud como o momento de desfecho definitivo da configuração sexual infantil, no qual tendências da época infantil estarão presentes, mas agora somando-se a efeitos de significativas mudanças fisiológicas e pulsionais. Agora o sujeito conta com uma amplificação dos prazeres e uma nova meta sexual: o ato sexual em si.

Neste ensaio sobre a sexualidade infantil, Freud estava interessado em rastrear a configuração original da complexa pulsão sexual, pulsão esta que empurra o sujeito a buscar satisfação e prazer ou alívio.

Neste longo texto, Freud escreve três ensaios investigando a sexualidade humana, sendo o primeiro “As aberrações sexuais”, o segundo “A sexualidade infantil” e o terceiro “As transformações da puberdade”.

Insistimos que não é qualquer ação tomada pelo analista. Um ato analítico é a intervenção feita pelo psicanalista desde sua função eticamente estruturada. Uma interpretação, um corte, uma pontuação, uma escansão e qualquer coisa feitas dentro de um contexto transferencial e que tem efeitos sobre a posição do sujeito em seu discurso.

Para a psicanálise, a sexualidade humana não tem a ver apenas com os genitais e a relação sexual. A sexualidade humana teria que ver com modos de obtenção prazer e satisfação na vida, muito além da genitalidade.
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